O governador Mauro Mendes (União) decidiu "abrir mão" de receber R$ 38 milhões do Governo Federal para não ter que disciplinar a Polícias Militar e Civil com relação ao uso de armas em ocorrências. Ele ainda chamou a verba de "dinheirinho".
Para receber o recurso para compra de armas e equipamentos, os Estados deverão adotar medidas para reduzir a letalidade das forças de segurança pública. Entre as restrições está a proibição do uso de armamentos caso a pessoa em fuga esteja desarmada.
"No meu estado eu já adianto: prefiro deixar de receber esse dinheirinho a ter que seguir uma regra que eu acredito que não vai ajudar na estratégia de melhorar o ambiente de segurança para o cidadão e para a sociedade", afirmou.
Mesmo com o déficit de policiais - foi realizado um concurso, mas poucos foram chamados por causa da falta de dinheiro em caixa para aumentar a folha de pagamento -, Mauro recusou a ajuda do Governo Federal. Entre os índices negativos do Estado está o município com a maior taxa de estupros do Brasil, Sorriso (420 km ao norte e Cuiabá).
"É uma minoria, zero vírgula alguma coisa por cento dos policiais com desvio de conduta. A grande maioria é de cidadãos de bem que trabalham para prover segurança pública", argumentou Mendes em entrevista à rádio Jovem Pan.
A Marcha a Brasília terminou, mas a agenda municipalista não pode ser guardada na mala de volta para casa. O que se discutiu durante quatro dias na capital federal precisa continuar na rotina das prefeituras, nos gabinetes parlamentares e nas decisões do Governo Federal. Isso porque cada projeto aprovado sem fonte de custeio pode se transformar em menos investimento, mais...
Ação pede bloqueio de pagamentos e investigação sobre contrato no valor de mais de R$ 15 milhões, sob suspeita de direcionamento e corrupção.
Durante visita ao município, Carlos Fávaro garante moradias, máquinas e apoio à agricultura familiar.
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